447 Elenco

Em percepção sobre o nosso ambiente
Lendo características e personalidades
Em cada passo adiante suas aventuras
Nas especificidades caminham solitárias
Com suas habilidades a se desenvolver 
Os valores às raízes e diálogo ao florescer

446 Ancorado

Acreditar e seguir por novos caminhos
No tempo ficou suscetível à paisagem
Como uma nau imprestável à navegação
Os valores de cada um e novo amanhecer
Rigorosos e benevolentes aos seus raios
A nos trazer esperanças alegrias surgem
Do que nada mudou exceto o novo olhar
O tempo e à eternidade seguem o mover 

445 Amizades

As pessoas vivem em suas habilidades
e seguem origens e características
Distintos e únicos em próprio florir
em suas evidências surgem a sorrir
As pontes se tem do honesto diálogos
a prosperar pelo fluir em honestidades
Em dizermos apenas de perenes flores
cada uma à sua maneira de se mostrar
e existir para nosso mundo a embelezar
Tais são essenciais os derradeiros sorrisos
para mostrar e tornar únicas as amizades

444 Compassos

Tem sempre algo para além dos olhos
das cores traços e formas o suspender
A reter por alguns poucos segundos
e ter atenção aos pequenos detalhes
A tulipa em suas evidências a mostrar
que o maior belo ainda a desabrochar
do que vai do coração aos sentidos
E seguem agora em suaves compassos
do tempo ao tempo em cada amanhecer

443 Tempos

A melhor saudade é aquela que se tem
ao lembrar da pele arrepiada
dos aromas e pupilas dilatadas
Se foi amor e no tempo ficou
que descanse em paz meu amor
pois tudo é cíclico e em cinzas
ainda que haja cores e memórias
Apenas para lembrar das vidas

442 Vermelhas

A beleza das pétalas em carmezim
levam para adiante puros sentidos
Nas linhas das vidas são divergentes
e seguem agora distintos caminhos
Estar só a viver e permanecer assim
às pessoas que se querem distantes
Há de se ter olhar aos primórdios
onde se vai encontrar reais motivos
Em raízes que somamos o conviver
às origens e puro notar às ilusões

441 Ao anoitecer

Tem de se manifestar o cuidar
Em verdadeiro sentido a amar

As sutilezas percebi no olhar
Mas só me permiti o contemplar
Observar e apreciar não basta

A vivermos e nos compreendermos
melhores e felizes à distância

440 Frieza

Na sua impassividade há lágrimas
Em que pesem os ciclos naturais
por sobre a face rude deslizam
Escorrem gélidas pelo semblante
das águas caídas em chuvas
Pedras frias que agora choram