162 Janelas
Olhares são janelas da alma
tocam-se mais profundamente
do que as mãos sensíveis
Dizem muito e sem palavras
eis razão eis sensibilidades
tens aclaradas nobres verdades
nas inexplicáveis certezas
Se vai o olhar em rumo incerto
logo a busca por algo do interior
projeta-se por todo o entorno
Reflete dobra-se e em seu espelho
pede por consonante reciprocidade
No olhar levas paisagens muitas
que migram em ideias uniformes
Na caótica e decadente realidade
encontras sentidos singulares
posto que do olhar vem o sentido
e no que se vê se dá o sentir